Crônicas Nikkeis #7 — Raízes Nikkeis: Mergulhando no Nosso Patrimônio Cultural

Nikkei Chronicles #7: NIkkei Roots

O que ser nikkei significa para você? Como a sua identidade nikkei se revela no dia-a-dia? Você participa em quais tipos de atividades para manter as tradições japonesas? E o que é ainda mais importante: como você se mantém conectado às suas raízes, seja individualmente ou coletivamente? Quando ou como você se sente realmente como nikkei?

Aceitamos o envio de histórias de maio a setembro de 2018; a votação foi encerrada em 12 de novembro de 2018. Todas as 35 histórias (22 em inglês, 1 em japonês, 8 em espanhol, e 4 em português) foram recebidas da Argentina, Brasil, Canadá, Cuba, Japão, México, Peru e Estados Unidos. Dezoito dessas submissões foram de colaboradores inéditos do Descubra Nikkei!

Muito obrigado a todos que enviaram suas histórias à série Raízes Nikkeis!

Nesta série, pedimos à nossa comunidade Nima-kai para votar nas suas histórias favoritas e ao nosso Comitê Editorial para escolher as suas favoritas.

Aqui estão as favoritas!!

 

A Favorita do Comitê Editorial

PORTUGUÊS | INGLÊS | ESPANHOL |JAPONÊS


PORTUGUÊS:

  • Atravessando o mundo
    Por Heriete Setsuko Shimabukuro Takeda

    Comentário de Célia Sakurai
    Raízes, na sua maior parte, estão enterradas, mas não mortas. Elas são responsáveis para buscar nutrientes que dão vida à planta. A parte visível se revela pelas folhas, flores, frutos. Podemos fazer uma analogia com as questões culturais. As raízes não estão mortas, mas renovam, dão vida, colorido. Os artigos apresentados demonstram a variedade de frutos que as raízes podem mostrar. São quatro histórias que buscaram trazer à luz o quanto as nossas raízes japonesas estão presentes modificando-se, renovando, criando sem deixar a matriz que a inspirou. Pode ser na memória de personagens como Ryu Mizuno, no moti, na música, nas dobraduras de papel.

    O trabalho de Heriete Shimabukuro Takeda “Atravessando o mundo” foi o selecionado porque sintetiza muito bem como as raízes de origem japonesa estão em movimento procurando nutrientes locais para dar uma vida nova a uma arte tradicional como o origami. A artista brasileira Mari Kanegae consegue mesclar a arte da avó japonesa com temas brasileiros como a escola de samba. A exposição da trajetória da artista é apresentada por Heriete Takeda de forma a mostrar que o novo e o antigo convivem harmonicamente inspirando e sugerindo novidades sem deixar de lado tradições ancestrais.


INGLÉS:

  • Compartilhando batidas do coração
    Por Mori Walts

    Comentário de Tamiko Nimura
    Entre os muitos bem escritos ensaios da série, o ensaio de Mori Walts, “Compartilhando batidas do coração”, é envolvente na sua abordagem de uma área importante e difícil do encontro com as nossas raízes nikkeis. Dotado de uma sensibilidade lírica e de um arco narrativo corajoso, o seu ensaio passa breve mas vividamente por retratos de famílias tanto biológicas quanto escolhidas. A sua voz é sincera, clara e forte; ela continua a ecoar tempos depois das últimas notas do odaiko na frase final do ensaio.


ESPANHOL:

  • O Japão que existe dentro de mim
    Por Akemi Figueredo Imamura

    Comentário de Alberto J. Matsumoto
    É uma história muito enternecedora, na qual Akemi recorda os belos momentos que, como neta, ela compartilhou com o seu avô.

    Este imigrante japonês chegou à ilha caribenha de Cuba e foi um dos participantes na organização da associação japonesa e da escola japonesa, tendo contribuído assim para o desenvolvimento da comunidade nikkei nos seus primórdios. Apesar de que estas instituições não tiveram a continuidade desejada. Com o seu avô, Akemi aprendeu o origami, como também as fábulas, lendas e tradições do Japão. Mesmo que você não tenha bom domínio do japonês, fica claro a grande importância desses ensinamentos.

    Infelizmente, este avô hoje sofre de demência senil e aparentemente não consegue se lembrar da sua experiência em Cuba, mas apenas do idioma e da vida no seu longínquo passado no Japão. Ele nunca pôde retornar ao seu país para ver seus entes queridos, mas nesse ensaio você pode sentir que esse era um grande sonho que ele não conseguiu realizar.

    Este ano, Cuba está cumprindo 120 anos de imigração japonesa. É um ano comemorativo. Hoje em dia, os nikkeis vão estudar e passear no Japão. Mas é importante que as gerações atuais, sejam da terceira ou da quarta, saibam que houve épocas e países que dificultavam o retorno ao Japão. Nesse ensaio, você pode sentir estas difíceis realidades, e por isso me permiti selecioná-lo de acordo com a minha preferência.


JAPONÉS:

  • O chá de Aizuwakamatsu – o chá dos sonhos – revive depois de 150 anos
    Por Nao Magami

    Comentário de Keiko Fukuda
    Trata-se de um relato cheio de emoções, sonhos e idealismo. O chá dos sonhos que no passado longínquo não foi levado a termo na Colônia Wakamatsu, agora está sendo concretizado na Califórnia e, além disso, o fato de saborear o primeiro chá de folhas novas mostra uma sensação de realização. E o fato de o bisavô do articulista ter sido mestre de chá em Fukushima é auspicioso. Ao sabermos de onde vieram os nossos ancestrais e o que fizeram em vida, nós entendemos o motivo de estarmos nos dedicando a algo com entusiasmo. E nos convencemos dizendo: “Então era por isso...”. Por esta razão, o autor tem o sentimento de que cultivar o chá de Fukushima na Califórnia é um trabalho muito precioso e que vale a pena, porque tem conexão com o fato de seu bisavô ter sido mestre de chá em Fukushima. Eu faço votos de que ele possa continuar a tradição do chá de Fukushima na região de Napa com muito zelo e que tenha êxito transmitindo-a para as próximas gerações.


Comitê Editorial

Estamos profundamente gratos pela participação do nosso Comitê Editorial:

 

Favorito do Nima-kai:

A tradição do Motitsuki no Grupo Hikari de Londrina – Paraná
Por Alba Shioco Hino, Nilza Matiko Iwakura Okano, Kiyomi Nakanishi Yamada

* Estamos no processo de tradução das histórias selecionadas.

Leia mais histórias Raízes Nikkeis! >>

(* O prazo para o envio de relatos para a série Raízes Nikkeis! já terminou. No entanto, você ainda pode compartilhar suas histórias sobre comida como um artigo usual no Jornal Descubra Nikkei. Favor verificar o guia para o envio de artigos ao Jornal para que você possa compartilhar a sua história!)


Agradecemos à Jay Horinouchipelo design de nosso emblema do projeto Raízes Nikkeis, bem como aos nossos voluntários incríveis e parceiros que nos ajudaram a rever, editar, disponibilizar os arquivos online e a promover este projeto!

Aviso: Ao enviar a sua história, você concede permissão ao Descubra Nikkei e ao Museu Nacional Japonês Americano de postar o seu artigo e imagens no site DiscoverNikkei.org, como também possivelmente em outras publicações impressas ou online que sejam afiliadas a este projeto. Tal permissão inclui quaisquer traduções do seu trabalho relacionadas ao Descubra Nikkei. Você, o autor, retém os direitos autorais. Para maiores informações, leia os Termos de Uso e a Política de Privacidade do Descubra Nikkei. 

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A tradição do Motitsuki no Grupo Hikari de Londrina - ...

Alba Shioco Hino,  Nilza Matiko Iwakura Okano,  Kiyomi Nakanishi Yamada

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