Crônicas Nikkeis #7 — Raízes Nikkeis: Mergulhando no Nosso Patrimônio Cultural

As histórias da série Crônicas Nikkeis vêm explorando diversas maneiras pelas quais os nikkeis expressam a sua cultura única, seja através da culinária, do idioma, da família, ou das tradições. Desta vez estamos nos aprofundando ainda mais—até chegarmos às nossas raízes!

Aceitamos o envio de histórias de maio a setembro de 2018. Todas as 35 histórias (22 em inglês, 1 em japonês, 8 em espanhol, e 4 em português) foram recebidas da Argentina, Brasil, Canadá, Cuba, Japão, México, Peru e Estados Unidos. 

Nesta série, pedimos à nossa comunidade Nima-kai para votar nas suas histórias favoritas e ao nosso Comitê Editorial para escolher as suas favoritas. No total, cinco histórias favoritas foram selecionadas.

Aqui estão as histórias favoritas selecionadas.

  Editorial Committee’s Selections:

  Escolha do Nima-kai:

Para maiores informações sobre este projeto literário >>

 

Confira estas outras séries de Crônicas Nikkeis:

#1: ITADAKIMASU! Um Gostinho da Cultura Nikkei 
#2: Nikkei+ ~Histórias sobre Idiomas, Tradições, Gerações & Raças Miscigenadas~ 
#3: Nomes Nikkeis: Taro, John, Juan, João? 
#4: Família Nikkei: Memórias, Tradições e Valores  
#5: Nikkei-go: O Idioma da Família, Comunidade e Cultura   
#6: Itadakimasu 2! Um Novo Gostinho da Cultura Nikkei

identity en ja es pt

Atravessando o mundo

“O origami é um meio de comunicação e expressão, uma linguagem universal que une diferentes gerações e povos em torno de uma mesma atividade.”

— Mari Kanegae

Toshi veio para o Brasil num pássaro de papel.

Quando sua neta, nascida na tão longínqua cidade de Londrina, foi até o Japão para conhecê-la, ela se deu conta de que teria que renunciar às palavras para conversar com a pequena menina. Dobrou um tsuru. Certamente não imaginava que o laço que ali nascia atravessaria os oceanos e o tempo.

Mais de duas décadas ...

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identity en ja es pt

O Japão que existe dentro de mim

Eram os dias mais esperados do ano: as férias de verão. Ela se sentia feliz de não ter que levantar cedo ou fazer o interminável dever de casa. Ficava buscando uma maneira de aproveitar o tempo livre, pois havia sido proibida de brincar com a vizinha e não tinha nada para assistir na televisão. Pensou então onde poderia ir, já que seria repreendida se fosse brincar na mobília antiga da sala ou com os ornamentos que ela tanto gostava. A cozinha e o banheiro estavam proibidos para o seu divertimento por causa ...

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culture pt

A música japonesa e eu

Quando eu tinha meus oito anos, frequentei por algum tempo a escola de língua japonesa e a única lembrança que tenho dela é o Gakugei-kai, quando os alunos apresentavam números musicais e peças de teatro para uma pequena plateia de pais e professores. Sempre cabia à menina mais graciosa da turma o cobiçado papel de princesa da história e quem tinha talento musical cantava as tradicionais cantigas infantis.

Eu nunca fui escolhida para ser a princesa nem tinha jeito para cantar, mas havia uma cantiga que gostava muito – “Mikan no hana saku oka” – e eu comecei ...

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Sobre Comida e Identidade: Os Anos-Novos da Minha Avó

O Ano-Novo japonês foi uma das poucas tradições que migraram quando meus bisavós, como muitos outros, deixaram o Japão por um futuro melhor em solo norte-americano. Minha avó, a anfitriã designada para o Ano-Novo pelo tempo que me recordo, sempre começava seus preparativos com vários dias de antecedência, então todos os anos, meus pais, meu irmão e eu íamos de carro de Orange County até a residência da minha avó em Los Angeles para ajudá-la a preparar.

Pelo que me lembro, o Ano-Novo era emocionante não só por ...

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A Guerra, o Café e a esperança levaram Ryo Mizuno ao Brasil

Com a força de um samurai que foi, destemido, determinado, convicto, Ryo Mizumo trouxe a primeira leva de imigrantes japoneses ao Brasil em 1908.

Mizuno viveu no Japão na tumultuada época da Restauração Meiji que, entre outras mudanças, abriu os portos do país após mais de 200 anos de isolamento. Mizuno nasceu samurai na transição da era feudal para a industrial. Ativista radical do Movimento pela Liberdade e Direitos do Povo, tornou-se presidente da empresa de emigração porque tinha uma visão voltada para o exterior. Depositou o seu futuro, da sua ...

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