Crônicas Nikkeis #7 — Raízes Nikkeis: Mergulhando no Nosso Patrimônio Cultural

As histórias da série Crônicas Nikkeis vêm explorando diversas maneiras pelas quais os nikkeis expressam a sua cultura única, seja através da culinária, do idioma, da família, ou das tradições. Desta vez estamos nos aprofundando ainda mais—até chegarmos às nossas raízes!

Aceitamos o envio de histórias de maio a setembro de 2018. Todas as 35 histórias (22 em inglês, 1 em japonês, 8 em espanhol, e 4 em português) foram recebidas da Argentina, Brasil, Canadá, Cuba, Japão, México, Peru e Estados Unidos. 

Nesta série, pedimos à nossa comunidade Nima-kai para votar nas suas histórias favoritas e ao nosso Comitê Editorial para escolher as suas favoritas. No total, cinco histórias favoritas foram selecionadas.

Aqui estão as histórias favoritas selecionadas.

  Editorial Committee’s Selections:

  Escolha do Nima-kai:

Para maiores informações sobre este projeto literário >>

 

Confira estas outras séries de Crônicas Nikkeis >> 

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A Guerra, o Café e a esperança levaram Ryo Mizuno ao Brasil

Com a força de um samurai que foi, destemido, determinado, convicto, Ryo Mizumo trouxe a primeira leva de imigrantes japoneses ao Brasil em 1908.

Mizuno viveu no Japão na tumultuada época da Restauração Meiji que, entre outras mudanças, abriu os portos do país após mais de 200 anos de isolamento. Mizuno nasceu samurai na transição da era feudal para a industrial. Ativista radical do Movimento pela Liberdade e Direitos do Povo, tornou-se presidente da empresa de emigração porque tinha uma visão voltada para o exterior. Depositou o seu futuro, da sua ...

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Compartilhando batidas do coração

*Nota do Tradutor: O texto abaixo foi escrito por um transgênero, Mori Walts, que se considera “não-binário” – ou seja, sem gênero específico. Por essa razão, no lugar de “o” ou “a” foi usado o símbolo “@” quando em direta referência a Walts.

(Aviso: No texto abaixo é discutido abuso de crianças e suicídio)

Hoje em dia eu falo com a minha avó, irmãos mais novos e um primo – e ninguém mais da minha família biológica.

Eu rompi os laços com o meu pai branco duas vezes. A ...

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Minha Tradição Nikkei

Desde quando eu tinha seis anos de idade, minha mãe e meu pai sempre levavam minha irmã mais velha e eu para o festival Nisei Week em Little Tokyo, no centro de Los Angeles. Lembro-me de meus pais comprando pela primeira vez dango e korokke frescos para mim e minha irmã, de um dos muitos vendedores alinhados ao longo da vila. O molho doce do dango seguido pelo saboroso molho tonkatsu do korokke combinavam tão perfeitamente juntos que se tornaram a tradição anual de lanche da minha família na Nisei Week.

Enquanto minha família e ...

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O chá de Aizuwakamatsu – o chá dos sonhos – revive depois de 150 anos

História da Colônia Wakamatsu

Cerca de 150 anos atrás, em 1869, o primeiro grupo de imigrantes japoneses com aproximadamente 22 pessoas chegava ao continente dos Estados Unidos, a um lugar chamado Gold Hill, no estado da Califórnia, após a derrota de Aizuwakamatsu na Guerra Civil de Boshin. (Os primeiros imigrantes chegaram ao Havaí em 1868). Esse grupo, chefiado pelo prussiano John Schnell, foi o primeiro de Aizuwakamatsu a buscar nos Estados Unidos um novo tipo de vida.

John Schnell, que atendia pelo nome japonês de Buhei Hiramatsu, era um negociante de armas que abastecia ...

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A tradição do Motitsuki no Grupo Hikari de Londrina - Paraná

No Brasil, o moti, bolinho feito com arroz japonês, o motigome é facilmente encontrado nos supermercados, feiras e mercearias especializadas nos locais que concentram imigrantes e descendentes de japoneses.

Quem vê o produto embalado nas gôndolas na maioria das vezes desconhece a origem e o seu significado na cultura japonesa.

No passado o motitsuki, processo de fazer o moti, era mais trabalhoso e feito de forma artesanal para comemorar datas festivas como casamentos e também não podia faltar nas comemorações do ano novo, o oshogatsu para os japoneses.

O motigome era deixado de molho na água ...

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