Tamiko Nimura

Tamiko Nimura é uma escritora sansei/pinay [filipina-americana]. Originalmente do norte da Califórnia, ela atualmente reside na costa noroeste dos Estados Unidos. Seus artigos já foram ou serão publicados no San Francisco ChronicleKartika ReviewThe Seattle Star, Seattlest.com, International Examiner  (Seattle) e no Rafu Shimpo. Além disso, ela escreve para o seu blog Kikugirl.net, e está trabalhando em um projeto literário sobre um manuscrito não publicado de seu pai, o qual descreve seu encarceramento no campo de internamento de Tule Lake [na Califórnia] durante a Segunda Guerra Mundial.

Atualizado em junho de 2012

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A Festa Que Faz uma Família

O cascalho estala sob as rodas do nosso carro ao entrarmos na garagem da casa da minha tia Nesan. Depois de pararmos o carro, o meu marido Josh e eu removemos o cinto das nossas duas garotinhas no banco de trás. Nós caminhamos até a casa, com cobertores e bichinhos de pelúcia, e eu bato na porta de tela.

“Feliz Ano Novo! Pode entrar!” responde alegremente a minha tia com seus mais de oitenta anos. Depois de abraços e comentários animados (“as meninas estão ficando tão grandes!”), nós perguntamos se poderíamos ...

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Crônicas Nikkeis #2 — Nikkei+ ~Histórias sobre Idiomas, Tradições, Gerações & Raças Miscigenadas~

Retratos de um Álbum de uma Nikkei/Filipina

“A sua mãe é filipina?” a mãe de uma amiga me perguntou. Ela também é filipina. Ela sacode a cabeça e sorri, mas não de modo antipático. “Você parece mais japonesa”.

* * * * *

Tanto o meu primeiro nome quanto o meu sobrenome são japoneses. Nenhum dos meus nomes são de uma filipina. Mas aí tem a cor da minha pele, que na costa noroeste do Pacífico [nos E.U.A.] é chamada de “um bom bronzeado”. Eu sei preparar turón, lumpia e adobo. Eu sei fazer uma galinha teriyaki “completa”, usando uma receita de fam ...

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Crônicas Nikkeis #1 — ITADAKIMASU! Um Gostinho da Cultura Nikkei

Minha Canção “Sukiyaki Log Cabin”*

1.

O comentário no meu blog começa da seguinte forma: “Finalmente achei você e sua irmã”. A comentadora se descreve como uma amiga de infância/juventude do meu pai. Que eu saiba, nós nunca nos encontramos. Mas ela sabe o meu nome e o da minha irmã, dois nomes não muito comuns mesmo no meio nipo-americano. Ela sabe que eu cresci em Roseville, na Califórnia. Ela diz que tem lembranças do meu pai que gostaria de compartilhar comigo.

No começo, eu fico um pouco assustada. Eu consulto todos os nomes da minha ...

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Behind the Tadaima! Scenes with Kimiko Marr of Japanese American Memorial Pilgrimages 

I met Yonsei Kimiko Marr through social media and an online network of Japanese American activists and pilgrimage organizers. The network has become so active that over the last few years, I forget that we’ve never met in person. So perhaps it’s perfect that this virtual connection led me to this conversation with Kimiko over e-mail, as she’s in the middle of a massive online undertaking in Summer 2020: Tadaima! an online series of events (both live and prerecorded) intended as a virtual pilgrimage for the Japanese American community.

According to the website, Tadaima! is “a collaborative ...

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Keywords For Being Nikkei In A Moment of Racial Reckoning

“I recognized that the heartbeat, historically, of racism, has been denial.”

— Ibram Kendi 

Brokenness.

There are times to write normality and there are times to write brokenness. Feeling the need for something as it was—“normal”— the essay I wanted to write used a straightforward reporting style, journalism, objectivity, neutrality. This style is what we’re accustomed to as “normal.” It’s mid-2020. These times are both normal and broken, and some ways were always broken. This essay objected to the idea of objectivity and neutrality in writing. This essay insisted that it be written instead. 

Here are some of ...

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