Crônicas Nikkeis #2 — Nikkei+ ~Histórias sobre Idiomas, Tradições, Gerações & Raças Miscigenadas~

Ser nikkei é intrinsecamente uma identidade com base em tradições e culturas mistas. Em muitas comunidades e famílias nikkeis em todo o mundo, não é raro usar tanto pauzinhos quanto garfos; misturar palavras japonesas com espanhol; ou comemorar a contagem regressiva do Reveillon ao modo ocidental, com champanhe, e o Oshogatsu da forma tradicional japonesa, com oozoni.

Atualmente, o site Descubra Nikkei está aceitando histórias que exploram como os nikkeis de todo o mundo percebem e vivenciam sua realidade multirracial, multinacional, multilingue e multigeracional.

Todos os artigos enviados à antologia Nikkei+ foram elegíveis para a seleção dos favoritos da nossa comunidade online. 

Aqui estão as suas histórias favoritas em cada idioma.

Para maiores informações sobre este projeto literário >>


Confira estas outras séries de Crônicas Nikkeis:

#1: ITADAKIMASU! Um Gostinho da Cultura Nikkei 
#3: Nomes Nikkeis: Taro, John, Juan, João? 
#4: Família Nikkei: Memórias, Tradições e Valores 
#5: Nikkei-go: O Idioma da Família, Comunidade e Cultura  
#6: Itadakimasu 2! Um Novo Gostinho da Cultura Nikkei
#7: Raízes Nikkeis: Mergulhando no Nosso Patrimônio Cultural

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Nijiya Market e o SHOKUIKU: movimento que vem sendo transmitido através da cultura alimentar japonesa nos Estados Unidos

O supermercado de comida japonesa que começou em San Diego

Há nos Estados Unidos atualmente alguns supermercados que vendem produtos alimentícios japoneses e, principalmente, nas grandes capitais não é tão difícil adquirir produtos como frutos do mar, carne processada, temperos e doces japoneses. E no caso de um supermercado nikkei não difere nada do Japão, sendo possível encontrar vários tipos de produtos. Um desses supermercados é o Nijiya Market, que começou suas atividades na Califórnia.

Em 1986, o Nijiya Market inaugurou sua primeira loja em San Diego e atualmente conta com ...

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“Conhecendo” Identidades Multiétnicas: Notas de Campo sobre o Sr. Virgil Westdale

Identidade é um conceito inconstante. Quando falamos de “etnia” e seus laços à identidade pessoal, temos que fazer um ato de equilíbrio delicado, ao procurarmos dar um significado tanto à maneira que nos sentimos com respeito a nós mesmos quanto a como os outros nos vêem. Indivíduos multiétnicos proporcionam um modelo estimulante para este tipo de discussão; fundamentalmente, “autenticidade” acaba se tornando um debate relacionado a “sangue” e “cultura”, entre o que os outros vêem e o que portamos nos nossos corações.

Como um sino-americano “misturado” formado em Estudos Asiático-Americanos da UCLA, eu ...

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O kmuti, o nabo e o alho

Fui a Recife a negócio e na volta resolvi visitar um amigo que morava em Brasília. Pensei em levar a ele algo que pudesse agradar e me ocorreu levar Kmuti, coreano que beliscávamos no “drive range” (bate-bolas) de golfe freqüentado pelos nikkeis. Era cerveja, kmuti e suor. Passei numa loja de produtos orientais e comprei kmuti, conserva de nabo em pimenta vermelha e alho descascado.

Quando vi o conjunto, logo vislumbrei o risco e pensei em desistir. O cheiro era forte. Mas, o dono da loja convenceu-me de que cuidaria da embalagem para evitar qualquer transtorno ...

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A vela que se apaga

No dia 23 de maio deste ano completei 10 anos como secretário-geral administrativo da Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa, conhecida como Bunkyo. Desde dezembro de 2006, o nome completo da instituição passou a ser Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social, mas isso será assunto para outra hora.

23 de maio é uma data importante para a cidade de São Paulo: neste dia, em 1932, quatro jovens estudantes foram assassinados pelas forças do governo central e isto foi o estopim que resultou na aglutinação dos paulistas para combater a nascente ditadura de Get ...

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O Espaço do Meio

A minha melhor amiga, Brenda, mencionou recentemente que nós e nossos pais somos uma geração em extinção. Nós somos filhas de soldados americanos e mães japonesas. Estes soldados se apaixonaram pelo Japão e por nossas mães durante seu serviço militar após a Segunda Guerra Mundial, e trouxeram suas noivas consigo ao retornar para os E.U.A. Os meus pais já faleceram, como também o pai de Brenda. Sua mãe está com 80 anos.

Brenda e eu somos filhas únicas e somos mais irmãs do que amigas. Dizemos ...

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