Crônicas Nikkeis #2 — Nikkei+ ~Histórias sobre Idiomas, Tradições, Gerações & Raças Miscigenadas~

Ser nikkei é intrinsecamente uma identidade com base em tradições e culturas mistas. Em muitas comunidades e famílias nikkeis em todo o mundo, não é raro usar tanto pauzinhos quanto garfos; misturar palavras japonesas com espanhol; ou comemorar a contagem regressiva do Reveillon ao modo ocidental, com champanhe, e o Oshogatsu da forma tradicional japonesa, com oozoni.

Atualmente, o site Descubra Nikkei está aceitando histórias que exploram como os nikkeis de todo o mundo percebem e vivenciam sua realidade multirracial, multinacional, multilingue e multigeracional.

Todos os artigos enviados à antologia Nikkei+ foram elegíveis para a seleção dos favoritos da nossa comunidade online. 

Aqui estão as suas histórias favoritas em cada idioma.

Para maiores informações sobre este projeto literário >>


Confira estas outras séries de Crônicas Nikkeis:

#1: ITADAKIMASU! Um Gostinho da Cultura Nikkei 
#3: Nomes Nikkeis: Taro, John, Juan, João? 
#4: Família Nikkei: Memórias, Tradições e Valores 
#5: Nikkei-go: O Idioma da Família, Comunidade e Cultura  
#6: Itadakimasu 2! Um Novo Gostinho da Cultura Nikkei
#7: Raízes Nikkeis: Mergulhando no Nosso Patrimônio Cultural

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Sushi & Salsa, Cacto & Bambu

Durante a guerra, o meu pai, Daniel Garcia (nascido em 7 de dezembro de 1925, em Pasadena, na Califórnia) montou projéteis de artilharia a bordo do seu navio para destruir as instalações japonesas. No Japão, a minha mãe, Yoshiko Fuchigami (nascida em 2 de fevereiro de 1930, em Atsugi), montou bombas para serem jogadas nos invasores americanos. Indiretamente, eles estavam fazendo o melhor possível para matarem um ao outro. Como falharam, e com a guerra acabada, eles se conheceram, se apaixonaram, e se casaram.

Eles se conheceram através do meu avô. Como membro ...

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O Mabuyá ou o Terremoto da Sorte: Alguns Costumes da Minha Oba que se Tornaram Recordações da Minha Infância

“Não varre o chão de noite, senão vai ficar pobre” ou “se você cortar as unhas de noite, vai atrair o diabo”. Ou então o quase profético “vai chover...” que a minha oba sempre dizia quando via o gato da casa limpando a cara. Estas e outras frases eram as que eu normalmente escutava quando era criança.

Quando a minha oba nos deixou, muitas destas frases deixaram de ser ouvidas na nossa casa; mas ainda há umas poucas (além de outros tantos costumes e crenças) que permaneceram na nossa memória, principalmente ...

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Teru teru Bozu que tomou chuva

Quando eu digo que mantenho amizade até hoje com minhas amigas de infância, muita gente fica admirada. E quando falo que essa amizade vem durando 60 anos, o espanto é maior ainda. Mas todos acabam reconhecendo que é muito bom manter uma amizade assim, dizendo: “Isto é invejável”.

Essa amizade é um orgulho para mim. E não é uma amizade apenas com uma pessoa, mas com sete irmãos de uma família, que, 60 anos depois, tornou-se uma grande família de mais de 30 pessoas.

Um dia desses, fui fazer-lhes uma visita e quando já estava indo embora, eu me ...

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Giulia, finalmente descobriu o Japão!

Meus avós maternos imigraram para o Brasil 100 anos atrás. Primeiro foram para uma fazenda de café no estado de São Paulo, onde tiveram que enfrentar toda sorte de dificuldades durante muitos anos para, finalmente, poderem ter seu próprio sítio. Todos os 10 filhos nasceram no Brasil, mas não eram fluentes em português, então em casa preferiam conversar em japonês. Todos os filhos se casaram com japoneses ou descendentes e viveram no Paraná a vida inteira. Apenas a minha mãe, depois que se casou, foi morar na capital de S ...

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Un Alcalde oriundo de Okinawa

Navigating in a small motorboat without stopping from the town of Pucallpa (located south of Loreto Departamento) up the Ucayali river to the Huanuco Departamento - under normal conditions - takes up to 4 hours to reach the mouth of the Pachitea river and an additional 2 hours furrowing to reach Honoria town.

This town is located on the left bank of the Pachitea river. When I visited for the first time, there were approximately 200 houses with a population of just over 800 inhabitants, back then this vast region of the Peruvian Amazon area was not frequently traveled. The local inhabitants ...

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