James Ong

Atualmente, James Ong está cursando o segundo ano de mestrado do programa de Estudos Asiático-Americanos da UCLA. Seu foco e projeto de pesquisa neste programa são “multietnias” nas comunidades asiático-americanas, especificamente nas experiências dos nipo-americanos. O objetivo deste projeto é iluminar o que ele chama de um “duplo processo de racialização”; usando narrativas tanto em nível micro quanto macro, ele irá demonstrar como indivíduos multiétnicos são “outrorizados” através de parâmetros inconsistentes de “normatividade étnica”, os quais são modificados de forma inconsistente de acordo com hereditariedade e noções culturais de aceitação. Enquanto que a posicionalidade do “outro” não é inerentemente negativa, tendo como base os diversos enquadramentos passados e atuais da “identidade étnica”, eles são consistentemente vistos como “diferentes”, como perpetuamente “a-parte” e “aparte” das comunidades étnicas. Assim sendo, o potencial para preconceitos e para um certo nível de ostracismo está inerentemente presente. Isto é indicativo do quão arraigados e institucionalizados são os sistemas sociais e políticos do racismo no dia a dia das nossas vidas. A persistência de paradigmas “monoétnicos” no discurso erudito, nas políticas legislativas, nos sistemas educacionais e no vernáculo do dia a dia perpetuam retóricas sobre “pureza racial” que ocluem a agência de indivíduos multiétnicos, resultando em diversos níveis de violência física e psicológica.

Atualizado em outubro de 2013 

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Crônicas Nikkeis #2 — Nikkei+ ~Histórias sobre Idiomas, Tradições, Gerações & Raças Miscigenadas~

“Conhecendo” Identidades Multiétnicas: Notas de Campo sobre o Sr. Virgil Westdale

Identidade é um conceito inconstante. Quando falamos de “etnia” e seus laços à identidade pessoal, temos que fazer um ato de equilíbrio delicado, ao procurarmos dar um significado tanto à maneira que nos sentimos com respeito a nós mesmos quanto a como os outros nos vêem. Indivíduos multiétnicos proporcionam um modelo estimulante para este tipo de discussão; fundamentalmente, “autenticidade” acaba se tornando um debate relacionado a “sangue” e “cultura”, entre o que os outros vêem e o que portamos nos nossos corações.

Como um sino-americano “misturado” formado em Estudos Asiático-Americanos da UCLA, eu ...

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