Crônicas Nikkeis #6: Itadakimasu 2! Um Novo Gostinho da Cultura Nikkei

Atendendo àdemanda popular, estamos trazendo de volta este tema tão apreciado: comida! Itadakimasu 2! Um Novo Gostinho da Cultura Nikkei irá revisitar o papel da culinária na cultura nikkei. 

Convidamos você a enviar histórias e ensaios pessoais, memórias, artigos acadêmicos, críticas de restaurantes e outros trabalhos em prosa para compartilhar as suas perspectivas e experiências com comida.

Como a comida que você come expressa a sua identidade? Como a culinária ajuda a criar laços na sua comunidade e a unir as pessoas? Que tipos de receitas foram passadas de geração a geração na sua família?

O prazo para o envio de artigos ao Itadakimasu 2! foi encerrado em 30 de detembro. Agradecemos a todos que nos enviaram suas histórias!

Leia as histórias Itadakimasu 2! e ajude-nos a selecionar a favorita da comunidade Nima-kai. O último dia para votar é 25 de OUTUBRO de 2017.

Para maiores informações, visite 5dn.org/itadakimasu2PT.

Confira estas outras séries de Crônicas Nikkeis:

#1: ITADAKIMASU! Um Gostinho da Cultura Nikkei 
#2: Nikkei+ ~Histórias sobre Idiomas, Tradições, Gerações & Raças Miscigenadas~ 
#3: Nomes Nikkeis: Taro, John, Juan, João? 
#4: Família Nikkei: Memórias, Tradições e Valores  
#5: Nikkei-go: O Idioma da Família, Comunidade e Cultura  

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Sopa de couve

Quando Geró foi contratada para cozinhar para a minha família não fazia idéia da revolução que iria  causar nas nossas vidas. Mineira, cozinheira de “mão cheia” (como ela mesma se apresentou), chegou com planos de agradar a todos com suas receitas maravilhosas. Deparou-se com minha mãe, que era quase despudorada quando o assunto era determinar  cardápios.

A situação merece um breve histórico.

Éramos nove, então. Pai, mãe, seis filhas e um ajudante bem forte. Mais do que uma família, formávamos uma equipe de trabalho de um pequeno ...

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Paladar

Mesmo ainda muito criança, cheguei fácil a essa conclusão: a casa dos meus avós maternos era tão diferente das outras que eu conhecia – até então – que, quando eu estava nela, era como se eu estivesse num outro plano.

E os motivos para essa impressão eram vários:

Os adultos – meus avós, meus pais e meus tios – só falavam entre eles em japonês. Os jornais e livros do meu ditchan eram todos escritos em japonês. Os musicais que minha batchan assistia também, japoneses. Os enfeites espalhados pela casa – vasos, quadros ...

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Tudo começou na pensão da dona Miyoko

Dona Miyoko é minha mãe, atualmente com 93 anos de idade. Ela estava com apenas 29 anos quando meu pai faleceu, deixando-a com quatro filhos pequenos para criar. Então a minha avó incentivou-a para abrir uma pensão, oferecendo casa e comida aos jovens de famílias japonesas que moravam no interior de São Paulo e vinham estudar na Capital.

Ela começou recebendo oito pensionistas que vieram cursar faculdade, fornecendo café da manhã, almoço ou marmita para os que ficavam fora o dia inteiro e jantar.

A pensão se localizava num prédio da rua ...

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Um legado precioso ... e delicioso

A vida da D. Aiko, uma “obatiam” simpática e hiperativa que, até hoje, aos 96 anos, dá uma lição de disposição e alegria de viver, serviria muito bem de inspiração para um livro. Ela foi até tema de uma pequena reportagem neste jornal, no mês de julho passado, além de já ter sido entrevistada pela televisão japonesa NHK, pelo jornal francês Le Monde e citada em algumas publicações.

Vivendo no Brasil há 90 anos e mais de 60 anos na capital de São Paulo, D. Aiko tem outras qualidades que ...

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Aconteceu no Restaurante Misuzu. Honto Ni*!

A Rua Américo de Campos é uma via curta e estreita que tem seu início no Largo da Pólvora, cruza a rua Galvão Bueno e, na esquina com a rua da Glória, desemboca justo na Praça Almeida Junior. Eu sou capaz de cumprir o seu trajeto de olhos fechados. Ou pelo menos era. No número... 154? Ficava o Misuzu, um restaurante japonês sui generis.

Este restaurante diferenciava-se dos demais do bairro oriental pelo fato de abrir sua única, pequena e estreita porta com cortinas azuis decoradas com ideogramas brancos, de onde pendia uma ...

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