Laura Honda-Hasegawa

Nasceu em São Paulo, Capital, em 1947. Atuou na área da Educação até 2009. A partir daí passou a se dedicar exclusivamente à escrita, a sua grande paixão. Escreve crônicas, contos, poemas e romances, tudo sob a ótica nikkei.

Atualizado em setembro de 2018

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Histórias de Decasséguis

História nº 37: Não vai ser a Covid que vai me derrotar, não!

Em 1998, quando eu tinha 5 anos de idade, eu fui com meus pais para o Japão. Meu pai trabalhava numa farmácia e minha mãe num supermercado, mas como a situação financeira estava difícil, decidiram ir trabalhar no Japão para terem melhores condições de vida.

No começo, os dois trabalhavam na mesma fábrica, mas como o meu pai é nikkei e sabe falar japonês, foi transferido para a matriz da empresa. Nesse meio tempo, minha mãe deixou a fábrica e foi trabalhar numa loja de produtos brasileiros.

Eu estudei ...

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Histórias de Decasséguis

História nº 36: Um novo começo para Massatochi

Massatochi e Rosana eram amigos de infância. Tanto nas tarefas escolares como nas brincadeiras estavam sempre juntos. Mas ao terminar a oitava série do ensino fundamental, Rosana foi embora para São Paulo para trabalhar no salão de beleza da tia. A partir daí eles não se viram mais.

Sete anos se passaram, Massatochi entrou na faculdade, mas como podia pagar as mensalidades, estava trabalhando no Japão. Certo dia, foi a um restaurante de comida brasileira e estava saboreando aquela feijoada com bastante farofa, quando uma mulher se aproximou:

- Massa!!! Há quanto tempo!!!

Os cabelos ...

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Histórias de Decasséguis

História nº 35: Até que enfim, Japão!

Meus pais se conheceram faz 24 anos. A minha mãe, que vivia desde os 9 anos no Japão com a família, estava de volta ao Brasil para comparecer ao casamento de um parente. E o meu pai, que era grande amigo do noivo, foi à cerimônia de casamento vestindo terno, uma roupa que raramente usava.

Não sei dizer exatamente se, para os dois, foi um caso de amor à primeira vista. A minha mãe, toda encabulada, diz que a primeira impressão que teve ao vê-lo foi muito boa, enquanto o meu pai fala que ...

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Histórias de Decasséguis

História nº 34: A volta repentina por causa do coronavírus

Fomos para o Japão em 1997. Minha irmã com 26 anos e eu com 18. Como o Massao, marido de minha irmã, estava trabalhando numa fábrica em Toyohashi fazia meio ano, nós procuramos trabalho na mesma cidade para não ficarmos separados. Por fim, a minha irmã arrumou serviço numa padaria e eu numa loja de produtos brasileiros.

O tempo passou e em 2008 a minha irmã, seu marido e os dois filhos retornaram ao Brasil. Nessa época, meus pais moravam nos arredores de São Paulo, mas cinco anos depois, meu pai faleceu e minha ...

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Kizuna 2020: Bondade e solidariedade nikkeis durante a pandemia da COVID-19

Laços que se fortalecem na comunidade nikkei em meio à pandemia — Parte 2

Ler Parte 1 >>

Reencontro com a música japonesa traz saudades

Durante o isolamento, eu e minhas amigas passamos a enviar e receber vídeos de programas da TV japonesa e de kayokyoku, música popular.

Um dos primeiros vídeos que recebi foi a canção “Ue o muite arukou”. Ao ouvir a voz de Kyu Sakamoto veio uma grande saudade, porque essa canção servia de abertura do programa de rádio que apresentei de 2001 a 2007. Era ao som dessa bela melodia que eu cumprimentava os ouvintes dizendo “OHAYO Bom Dia” e apresentava muita música ...

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