Sergio Hernández Galindo

Sergio Hernández Galindo é formado na Faculdade do México, se especializando em estudos japoneses. Ele publicou numerosos artigos e livros sobre a emigração japonesa para o México e América Latina.

Seu livro mais recente, Os que vieram de Nagano. Uma migração japonesa para o México (2015) aborda as histórias dos emigrantes provenientes desta Prefeitura tanto antes quanto depois da guerra. Em seu elogiado livro A guerra contra os japoneses no México. Kiso Tsuru e Masao Imuro, migrantes vigiados ele explica as consequências das disputas entre os EUA e o Japão, as quais já haviam repercutido na comunidade japonesa décadas antes do ataque a Pearl Harbor em 1941.

Ele ministrou cursos e palestras sobre este assunto em universidades na Itália, Chile, Peru e Argentina, como também no Japão, onde fazia parte do grupo de especialistas estrangeiros em Kanagawa e era bolsista da Fundação Japão, afiliada com a Universidade Nacional de Yokohama. Atualmente, ele trabalha como professor e pesquisador do Departamento de Estudos Históricos do Instituto Nacional de Antropologia e História do México.

Atualizado em abril de 2016

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Carlos Kasuga Osaka: Uma história coletiva de luta e trabalho

Em outubro de 2017, o ilustre empresário mexicano Carlos Kasuga Osaka completou 80 anos. Don Carlos é conhecido como Presidente do Conselho de Administração da empresa japonesa Yakult. Além disso, como palestrante, alcançou grande fama, resultando em seus milhares de seguidores nas redes sociais.

Por trás do sucesso de Carlos Kasuga, existe uma história de trabalho e dedicação tanto pessoal como da comunidade japonesa. No entanto, esta história não é bem conhecida pelas pessoas. Filho de imigrantes japoneses procedentes da prefeitura de Nagano, Carlos Tsuyoshi (剛), como os seus pais o chamavam, nasceu ...

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Jose Taro Zorrilla Takeda: Um arquiteto nikkei em busca da construção de paisagens sociais

Jose Taro Zorrilla Takeda é um jovem artista e arquiteto mexicano-japonês formado em prestigiosas universidades do Japão e do México. Através da sua profissão e ativismo social, ele conseguiu combinar a formação que estes dois países lhe ofereceram para se desenvolver profissionalmente e para se envolver com os problemas enfrentados pelos dois países.

A mãe de Taro, Kazuko Takeda, chegou no México em 1974. A jovem, educada na Universidade de Sofia (Jōchi Daigaku), se especializou no estudo do espanhol. Kazuko fazia parte de uma nova leva de japoneses que chegaram ao ...

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Isamu Carlos Shibayama e a perseguição dos japoneses latino-americanos: um arquivo aberto

Isamu Carlos Shibayama, filho de imigrantes japoneses, nasceu no Peru em 1931. Quando ainda criança, seus pais, irmãos e avós foram detidos em Limaa pedido do governo americano em 1944. A família Shibayama foi enviada para os Estados Unidos, onde foi aprisionada por dois anos em um campo de concentração em Crystal City, no Texas. Durante a guerra, os seus avós foram trocados por cidadãos [prisioneiros] dos países aliados; Isamu nunca mais voltaria a vê-los.

Shibayama está agora com 86 anos de idade. Ele tem cidadania americana comotambém força ...

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Kizuna: Histórias dos Nikkeis sobre o Terremoto e Tsunami no Japão

As Pinhatas e as Faixas Mexicanas Enviadas ao Japão como Apoio às Vítimas do Grande Terremoto de 2011

Na madrugada de 11 de março de 2011, Midori Suzuki não estava conseguindo dormir tranquilamente. Naquela manhã, ela iria inaugurar na Associação México Japonesa uma exposição de quadros chamada “Flor de Maguey”, a qual ela havia organizado junto com algumas de suas colegas pintoras. Quando conseguiu finalmente dormir, ela recebeu um telefonema de uma amiga lhe informando que um forte terremoto havia atingido o Japão. Já sonolenta, ela respondeu sem pensar:

– Não se preocupa! Deve ser um dos muitos terremotos que acontecem o tempo todo no Japão – ela disse rapidamente e desligou ...

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Festa e resistência da imigração japonesa no México: a comemoração do shōgatsu  

As centenas de milhares de imigrantes japoneses que chegaram no continente americano trouxeram consigo apenas o mais essencial: algumas roupas e fotografias para que sempre pudessem lembrar de onde vieram. Além disso, os imigrantes chegaram com uma bagagem que continha inúmeras tradições e costumes adquiridos das suas próprias famílias e das suas cidades de origem. Apesar de estarem a milhares de quilômetros dos seus locais de nascimento, como memórias indeléveis, eles haviam impresso em si as cores, os sabores e os cheiros da comida e das festividades comemoradas em ocasiões especiais ...

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