Preconceito no colégio japonês (Espanhol)

Transcrições disponíveis nas seguintes línguas:

(Espanhol) Quando entrei para o colégio japonês, eu me lembro que tudo começou na hora do recreio no primeiro dia. Eu fazia o que faziam as outras crianças – corria no campo esportivo – quando notei que nenhum dos garotos queriam brincar comigo. Me dei conta e pensei: “Que estranho, por que ninguém quer brincar comigo?” Depois vim a saber que estes garotos não queriam brincar comigo porque minha mãe era peruana, o que em nihongo [japonês] se chama de ainoko [metade]. Então eles nem falavam comigo nem chegavam perto de mim. Eu era discriminado pelos dois lados: pelas pessoas do vilarejo, pelos garotos do vilarejo (especialmente os maiores, uns mestiços que eu admirava porque sabiam jogar futebol muito bem; eles nos batiam, outros nos perseguiam) e no colégio também me tratavam ... não me batiam. O problema era que eu não fazia parte, eu não me encaixava com eles.

Data: 6 de setembro de 2007
Localização Geográfica: Lima, Peru
Interviewer: Harumi Nako
Contributed by: Asociación Peruano Japonesa (APJ)

discrimination education identity peru racism

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