Hudson Okada

Udê, o Hudson Okada, nació en la ciudad de Matão-SP, el día 2 de agosto de 1979. Vive en São Paulo, Liberdade, desde 2005. Forma parte del equipo de colaboradores del Jornal Nippak. Como escritor, ganó algunos concursos literarios – incluso un honroso segundo lugar en el Premio Sesc-DF de Literatura, categoría cuentos.

Última actualización en julio de 2016

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Lamen no Brasil

Quando alguém me diz que não gosta de comida japonesa, pergunto se não gosta daquele macarrão, o instantâneo, sabe aquele? o miojo? E na grande maioria das vezes o que ouço como resposta é: “Hummm, miooojo... Adoro miojo!” 

Para quem não sabe, lámen – ou, como é mais conhecido por aqui, miojo –, a refeição preferida de 95% dos estudantes do mundo todo, é um típico prato japonês. 

Claro, não poderia deixar de dizer: ele foi inspirado em um prato chinês, mas foi desenvolvido e popularizado no Japão.

E olha só que curioso: segundo pesquisa, os japoneses elegeram o lámen como sendo a sua maior invenção. Superando coisas do tipo – pasmem: o microchip, o videocassete e o coitado do tamagotchi.

O lámen original, não o instantâneo, é feito à base …

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Origami

Na primeira vez que visitei a feira da Liberdade, eu passei um bom tempo na banca de jornal, que fica bem no centro da praça, para escolher um livro de origami.

Nessa época, meu avô tinha me ensinado a fazer o tsuru – ave sagrada no Japão –, por isso eu estava louco para aprender outras dobraduras. Então escolhi o livrinho mais legal de todos!

As suas folhas eram verde claro, em tom pastel. E, em cada uma delas havia instruções feitas com desenhos em azul escuro, para montar o origami dos vários animalzinhos que havia em seu catálogo.

As indicações eram escritas em japonês, mas era fácil intuí-las: as …

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Imóvel

Caminhando pelo centro da Liberdade, percebi que uma imobiliária da rua Galvão Bueno tinha em sua fachada o meu sobrenome: Okada.

Não pensei duas vezes em entrar e pegar alguns de seus cartões de visita, caso precisasse de prova para quem não acreditasse quando eu lhe dissesse, por brincadeira, que agora eu trabalhava no ramo de imóveis.

Mas uma das corretoras, a dona Clara, também me chamou atenção. É que ela era muito parecida – se não igual – com uma de minhas tias (estatura baixa, sorriso com olhos bem apertados, dentes grandes e bonitos).

Acabei lhe dizendo que eu procurava por um apartamento …

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El ozooni de mi abuela

"¡Ella está haciendo la sopa!"

Esa era la indicación que mi madre y mis tías nos daban a nosotros, los niños, para que saliéramos de la cocina de mi abuela.

Ella ya venía de algunos días dedicándose a la preparación de ese caldo tan especial, el ozooni, para que, según la tradición japonesa, nos trajese suerte para el nuevo año que ya estaba por venir.

Mi abuelo, su marido, no prestaba mucha atención a eso. Mucho menos mis otros abuelos - por parte de padre. Ellos ya seguían la tradición occidental.

Lejos de los adultos, mis primos mayores se …

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Feijoada?

Nunca imaginei que a feijoada pudesse ser algo repugnante aos olhos de uma pessoa. Mas a reação que vi de um jovem japonês ao provar esse prato, me fez mudar de ideia.

O rapaz havia acabado de chegar do Japão. Veio através de um programa de intercâmbio, estava ficando na casa de um amigo meu, e queria conhecer todos os clichês do Brasil.

Prometemos lhe apresentar as praias, o samba, a cachaça e o carnaval. Mas que, antes de tudo, ele teria que conhecer o nosso prato mais popular: a feijoada. Sugestão minha.

Fomos a um restaurante pequeno – daqui …

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