Crônicas Nikkeis 8 — Heróis Nikkeis: Pioneiros, Modelos e Inspirações

A palavra “herói” pode ter significados diferentes para pessoas diferentes. Nesta série, exploramos a ideia de um herói nikkei e o que isso quer dizer para cada pessoa. Quem é o seu herói? Qual é a história dele? Como ele(a) influenciou sua identidade nikkei ou a conexão com sua herança cultural nikkei?

Aceitamos o envio de histórias de maio a setembro de 2019; a votação foi encerrada em 12 de novembro de 2019. Todas as 32 histórias (16 em inglês, 2 em japonês, 11 em espanhol, e 3 em português) foram recebidas da Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Japão, México e Peru. Dezoito dessas submissões foram de colaboradores inéditos do Descubra Nikkei!

Aqui estão as histórias favoritas selecionadas pelo Comitê Editorial e pela comunidade Nima-kai do Descubra Nikkei.


Seleções dos Comitês Editoriais:

Escolha do Nima-kai:

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#3: Nomes Nikkeis: Taro, John, Juan, João?
#4: Família Nikkei: Memórias, Tradições e Valores
#5: Nikkei-go: O Idioma da Família, Comunidade e Cultura
#6: Itadakimasu 2! Um Novo Gostinho da Cultura Nikkei
#7: Raízes Nikkeis: Mergulhando no Nosso Patrimônio Cultural

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Meu Herói: Kiyoshi Kuwahara

Com o decorrer do tempo, o meu conceito de herói mudou notavelmente e as pessoas que eu, quando criança, admirava pelas suas façanhas e virtudes já não são mais as mesmas. Graças a “Pioneiros, Banco de Dados dos Imigrantes Japoneses no Peru (1899-1941)”, consegui obter as primeiras informações sobre o meu avô, como também, posteriormente, o Koseki (cadastro familiar japonês) de Kiyoshi, o qual por sua vez me ajudou a formar uma imagem mais completa do meu herói atual: o meu avô, Kiyoshi Kuwahara.

A minha infância foi passada ...

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Miyoko Fujisaka, 95 anos – a nossa heroína

Miyoko Fujisaka nasceu em Osaka no dia 24 de setembro de 1924. Terceira filha de Sadakichi e Kuri Kawauchi, veio com a família para o Brasil no navio La Plata Maru, chegando no porto de Santos no dia 9 de janeiro de 1933.

A família foi encaminhada para trabalhar no plantio e colheita de café e algodão numa fazenda do noroeste do Estado de São Paulo.

Enquanto seus pais e os dois irmãos trabalhavam na roça, a menina Miyoko ficava em casa cuidando da irmãzinha e fazendo as tarefas domésticas.

Em 1941 ...

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O espírito de minha bisavó

Sentir a presença de uma pessoa quando, na realidade, não há ninguém é algo que acontece comigo com frequência. Segundo o psiquiatra, trata-se de um distúrbio mental diagnosticado como esquizofrenia. Isto aconteceu quando larguei a universidade e fui forçado a me internar. Frequentemente, só eu ouvia as vozes e eu não conseguia entender por que os outros não ouviam nada. Eu não tinha nenhuma liberdade no hospital e sempre era forçado a tomar fortes remédios. Não sei se por isso, eu não tinha motivação para fazer coisa ...

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A Professora Que Cruzou o Oceano

Ao marcar os 120 anos da imigração japonesa no Peru, eu gostaria de fazer uma pequena reflexão pessoal inspirada na história da imigração da minha bisavó, que para mim é uma grande fonte de admiração como pessoa e como mulher. Sua história é sem dúvida semelhante à de muitas outras, e como raramente pôde ser contada vou aproveitar este momento: 120 anos depois do Sakura Maru ter aportado em Callao.

A minha bisavó, Yoshino Sakurai, veio de uma cidadezinha insignificante nas montanhas, Ojiya, na província de Niigata. Nascida durante a Restauração Meiji, os ...

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Bill Hosokawa: fora da frigideira

Ele estava sentado em sua cadeira especial, um cobertor cobria seus joelhos, o sol o aquecia. Ao seu redor, havia ruínas de cinco jornais. Sua tarefa matinal estava completa agora, ele havia checado o mundo. Ele queria ver como os jornais cobriam as mesmas histórias. No final de uma carreira notável, ele ainda era um definitivo jornalista.

Bill Hosokawa estava na nona década de vida, seus 70 anos como jornalista. Logo, ele se mudaria para Seattle para morar com a filha. A vida começou em Seattle há 92 anos e, como um salmão estratificado ...

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