Crônicas Nikkeis #10—Gerações Nikkeis: Conectando Famílias e Comunidades

O tema da 10ª edição das Crônicas NikkeisGerações Nikkeis: Conectando Famílias e Comunidades—abrange as relações intergeracionais nas comunidades nikkeis em todo o mundo, tendo como foco especial as emergentes gerações mais jovens de nikkeis e o tipo de conexão que eles têm (ou não têm) com as suas raízes e as gerações mais velhas. 

O Descubra Nikkei aceitou histórias relacionadas ao Gerações Nikkeis de maio a setembro de 2021; a votação foi encerrada em 8 de novembro. Recebemos 31 histórias (21 em inglês, 2 em japonês, 3 em espanhol e 7 em português) da Austrália, Brasil, Canadá, Estados Unidos, Japão, Nova Zelândia e Peru. Algumas foram enviadas em múltiplos idiomas.

Solicitamos ao nosso Comitê Editorial para escolher as suas histórias favoritas. Nossa comunidade Nima-kai também votou nas que gostaram. Aqui estão as favoritas selecionadas pelo comitê editorial e pela Nima-kai! (*Estamos em processo de tradução das histórias selecionadas.)

A Favorita do Comitê Editorial

Escolha do Nima-kai:

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Confira estas outras séries de Crônicas Nikkeis >>

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O gyozá querido da Batchan

Não tenho muitas memórias vívidas da minha infância, mas me lembro bem daquele dia. Não sei dizer com quantos anos eu estava. Batchan reuniu várias mães, incluindo a minha, sua nora, para o que hoje eu chamaria de um workshop de gyozá. O gyozá da Batchan era famoso entre os familiares e amigos, presença garantida na mesa sempre que visitávamos os avós em Mogi das Cruzes, que fica a uma hora da cidade de São Paulo, onde eu vivo desde os dois anos de idade. Era o melhor gyozá do mundo pois era o único que eu conhecia e …

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Lamentável Rompimento

Eles chegaram no Peru no mesmo navio, o SS Hong Kong Maru. Eram quatro viajantes que faziam parte de um pequeno grupo de emigrantes da Prefeitura de Saga-Kiushu, e devido à proximidade das suas cidades natais, formaram uma forte amizade durante a viagem. O que poderia ser melhor chamada de "uma grande irmandade".

Durante cinco anos trabalharam juntos para a British Sugar nas fazendas Santa Bárbara e Casa Blanca de Cañete, a 140 quilômetros ao sul de Lima.

Quando terminaram os seus contratos de trabalho, dois deles, a quem vou chamar de Tamotsu san e Tsunesuke san, migraram para …

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Ojiichans

Houve um tempo em que tomávamos refrigerante em garrafas de vidro. Antes do uso inconsequente do plástico descartável, ia-se até o fornecedor de bebidas com o engradado repleto de recipientes vazios e trocávamos por outros cheios. Meu avô comprava sempre as garrafas individuais verdes de guaraná e as deixava na geladeira, esperando a visita dos netos. O som do gás saindo quando o abridor levantava a tampinha é capaz até hoje de me levar de volta àquela cozinha, menina ainda ao lado daquele senhor forte que mal falava a mesma língua que eu, mas que me fazia entender que eu …

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Legado

Acabei de completar setenta e oito anos. Não imaginava viver tanto tempo, mas a vida passou como um flash e o que me resta são lembranças. Muitas lembranças. Algumas boas, outras nem tanto.

Recordo-me com saudade da minha infância no sítio, onde meus pais tentavam sobreviver cuidando da lavoura de café. Vida difícil e penosa para um casal de imigrantes japoneses. Distante da terra natal, criavam seus filhos para fincar suas raízes neste país.

O Japão havia perdido a guerra e o sonho de um retorno triunfante fora enterrado precocemente. Enterrado um sonho, criou-se outro. Minha mãe que viera com …

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A alegria de servir no grupo de estudos de japonês

Há pouco mais de 30 anos, eu e a minha turma da mesma faixa etária, começamos a nutrir o desejo de, como nisseis, sermos úteis à sociedade de alguma forma.

Em 1990, meu marido Issamu e eu comentamos: “No próximo ano vamos comemorar 25 anos de casados”. Nesse espaço de tempo, criamos nossos 4 filhos e eu vim desempenhando as funções de dona de casa, além de ajudar no serviço do meu marido. E, fazendo uma pausa nesse corre-corre, meu marido e eu temos servido como voluntários em atividades comunitárias e contribuído em campanhas, na medida do possível.

Quando completei …

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