Crônicas Nikkeis #4 — Família Nikkei: Memórias, Tradições e Valores

Os papéis e tradições nas famílias nikkeis são únicos porque evoluíram ao longo de muitas gerações, tendo como base variadas experiências sociais, políticas e culturais nos países para onde migraram.

As Crônicas Nikkei #4 solicitaram histórias Família Nikkei - lendas e contos contemporâneos, maneiras pelas quais sua família tem influenciado quem você é e histórias que nos permitiram compreender suas perspectivas sobre o que é família... e o que pode ser.

De maio a setembro de 2015, recebemos 25 histórias (17 em inglês, 2 em japonês, 4 em espanhol e 2 em português) da Argentina, Brasil, Canadá, Japão, Peru e Estados Unidos.

Muito obrigado a todos que enviaram suas histórias Família Nikkei!

Para essa série, pedimos para nossa comunidade Nima-kai votar e para um comitê editorial escolher suas favoritas. No total, foram selecionadas seis histórias favoritas pelo Comitê Editorial e uma pela comunidade Nima-kai.

Aqui estão suas favoritas!

A Favorita do Comitê Editorial

PORTUGUÊS | INGLÊS | ESPANHOL | JAPONÊS

 

PORTUGUESE:

Comentário de Célia Sakurai
Minha vida, nossa vida: O presente, o passado e o futuro

    de Kiyomi Nakanishi Yamada relata a trajetória da mãe Sizuyo que chegou ao Brasil aos 10 anos de idade, e hoje está com 89. A preocupação é de deixar registradas as suas memórias para os jovens: "não esqueçam suas raízes". Do mesmo modo como o lugar onde viveu sofreu modificações a ponto de hoje estar quase irreconhecível, permanecem as árvores de eucalipto plantadas pela família há décadas. As árvores, como a história de Sizuyo, são o elo que liga as gerações e dá sentido ao presente tanto para a protagonista da história, como para os seus descendentes.

 

ENGLISH:

Comentário de Norm Ibuki

      Essa maravilhosa peça me fala sobre as mudanças que estão acontecendo em nossa comunidade Nikkei e a importância de recordar. O pai de Jeri, Mitsuru, lembra meu próprio pai nissei. Ele também lembra aspectos de mim mesmo que sei que vêm do meu pai e do meu avô, Masaji, de Shiga-

ken

      . O mantra de Mitsuru “

walk it off

      (vai dar uma caminhada)" sempre que confrontado com um problema, parece muito japonês.

Gaman

    está entre os valores japoneses mais valiosos que nos serviram muito bem aqui no Canadá: ajudou os primeiros imigrantes isseis a terem sucesso, ajudou comunidades inteiras que foram enviadas aos campos de concentração da Segunda Guerra Mundial a suportar e seguir em frente, e todas as gerações posteriores a obterem sucesso. Todos nós já fomos beneficiados com a verdadeira coragem e coragem dos heróis nisseis como Mitsuru.

Comentário de Akemi Kikumura Yano

      Jeri Okamoto Tanaka capta a história comovente de seu pai, que aplica o mantra "

walk it off

      (vai dar uma caminhada)” quando confrontado com as vicissitudes da vida. Sua capacidade de

gaman

      —de perseverar e não desistir diante da adversidade—é uma lição valiosa que aprendeu de seus pais isseis e passou para sua filha Jeri, conforme contou em sua história

True Grit & Gaman

      (Coragem, Perseverança e

Gaman

    ).

 

Tantas narrativas maravilhosas foram enviadas em inglês. Gostaríamos então de chamar atenção para uma segunda história.

Comentário de Norm Ibuki
Hopeful

      (Esperançoso) foi a palavra que ressoou em mim ao ler esse texto inspirador. Kimiko capta a complexidade e se pergunta o que significa ser Nikkei em 2015. A realidade hoje é que definir para si mesmo o que significa ser de descendência japonesa em nossa cultura norte-americana é uma viagem complexa que não termina realmente. Por isso, estou muito contente que Kimiko e suas três irmãs estejam interessadas em explorar as facetas de sua identidade, que incluem ser Nikkei, branco e Hapa, "com muito do orgulho Nikkei e

haole

    misturados." Com novos jovens membros tão pensativos, inteligentes e positivos de nossa comunidade, como Kimiko, o futuro de fato é brilhante.

Comentário de Akemi Kikumura Yano

      O ensaio de Kimiko Medlock,

Don't Worry be Hapa

    , lança luz sobre o significado multifacetado do que significa ser "hapa" através de entrevistas com suas três irmãs, Mariko, Aiko, e Keiko. Nascidas da mesma mãe Okinawa e de pai Branco Europeu, as irmãs expressam suas experiências únicas, perspectivas e seu orgulho comum em ser bi-racial.

 

SPANISH:

Comentário de Enrique Higa Sakuda

      Ao ler

As Aventuras do Papai

    , me senti como umas das crianças do bairro que se sentavam ao seu redor para ouvir suas histórias, fascinadas pelos relatos de uma vida repleta de emoções. Quando Tatsuzo fugiu do javali, subiu numa árvore salvadora e mergulhou na água, eu o vizualizei como se estivesse assistindo um filme, com a respiração suspensa, implorando para que o animal não o alcançasse. Apesar de que mais tarde a sua vida não seria fácil, eu mantenho na mente a imagem de um imigrante audacioso que cruzou o oceano, atravessou vários países em difíceis condições e sobreviveu à selva, como apenas os valentes conseguiriam fazê-lo, para construir um futuro. Comovente homenagem ao pai.

 

JAPANESE:

Comentário de Masayuki Fukasawa

    Interessei-me pela questão da identidade do autor, Dan Kawawaki. Pode ser mania deste humilde jornalista, mas, sem querer, as características pessoais descritas me chamaram muito a atenção. O prenome “大”, que é lido como DAN e não “Dai”, pode ter sido um cuidado dos pais que, provavelmente, receberam educação americana e escolheram um nome facilmente aceito tanto no Japão como nos Estados Unidos. Mas a família Kawawaki reside no Japão e o autor talvez tenha cidadania japonesa, tendo sido criado como japonês.
    Dan nasceu na província de Tochigi, estudou cerca de 1 ano nos Estados Unidos, terra dos avós. Cursando a universidade no Japão, escreveu este texto motivado pela história de sua avó que viveu períodos de mudanças políticas e sociais, imigrando para os Estados Unidos no pós-guerra. Proficiente em inglês também, em certa medida compreendeu o quanto é difícil a vida nos Estados Unidos e expressou-se assim sobre sua avó: “...só me restou sentir respeito e admiração diante de tanta força de vontade e determinação”. Ao ler isto, tive a impressão de que ele tem consciência de ser um “japonês do Japão”.
    Pode ser intromissão de minha parte, mas já que tem raízes extraordinárias no Japão e nos Estados Unidos, se possível, gostaria que se conscientizasse de que é um Nikkei que mora no Japão. A aparência e os documentos não mudam, porém, dependendo do seu modo de pensar, a sua terra natal poderá tornar-se um vasto mundo que se estende além-mar.

 

Comitê Editorial

Estamos profundamente gratos pela participação do nosso Comitê Editorial:

 

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(* O prazo para o envio de relatos para a série Família Nikkei já terminou. No entanto, você ainda pode compartilhar suas histórias sobre família como um artigo usual no Jornal Descubra Nikkei. Favor verificar o guia para o envio de artigos ao Jornal para que você possa compartilhar a sua história!)

Agradecemos à Patricia Wakida por ter nos ajudado a organizar este projeto, à Akemi Imafuku Mora pelo design de nosso belo emblema do projeto Família Nikkei, bem como aos nossos voluntários incríveis e parceiros que nos ajudaram a rever, editar, disponibilizar os arquivos online e a promover este projeto!

Aviso: Ao enviar a sua história, você concede permissão ao Descubra Nikkei e ao Museu Nacional Japonês Americano de postar o seu artigo e imagens no site DiscoverNikkei.org, como também possivelmente em outras publicações impressas ou online que sejam afiliadas a este projeto. Tal permissão inclui quaisquer traduções do seu trabalho relacionadas ao Descubra Nikkei. Você, o autor, retém os direitos autorais. Para maiores informações, leia os Termos de Uso e a Política de Privacidade do Descubra Nikkei.