Silvia Lumy Akioka

Silvia Lumy Akioka é brasileira nikkei de terceira geração. Passou pela experiência de morar no Japão como dekasegi e em outra oportunidade, foi bolsista Kenpi Ryugaku da província de Fukuoka. Seu primeiro contato com o Descubra Nikkei foi em 2009, com o envio de artigos para a série “O ano de uma brasileira no outro lado do mundo” e em abril de 2012, esteve em Los Angeles como voluntária do projeto.

Atualizado em setembro de 2016

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Crônicas Nikkeis #5: Nikkei-go: O Idioma da Família, Comunidade e Cultura

Os ensinamentos da dona Terezinha

Minha mãe chamava-se Terezinha. Ela nos deixou dessa vida terrena aos 59 anos e considero que viveu muito pouco. Dizem que as pessoas boas vivem pouco porque precisaram de menos tempo para evoluir espiritualmente. Eu acredito nisso, minha mãe era uma ótima pessoa.

Tenho muitas lembranças com ela e como somos uma família nikkei, algumas dessas recordações remetem a palavras japonesas marcantes.

Nós somos três filhas. Isso mesmo, somente mulheres. Sendo nós três meninas, tivemos uma infância em que não faltaram companhias para brincar, aprendizados em conjunto, mas tamb ...

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Crônicas Nikkeis #1: ITADAKIMASU! Um Gostinho da Cultura Nikkei

Meus costumes gastronômicos no Brasil

Na minha infância, achava que todas as famílias brasileiras tinham uma panela de arroz elétrica em casa. Não só isso, imaginava que era usual aos brasileiros, tomar misoshiru no frio e comer tamago-gohan quando não havia nenhuma guarnição. Você sabe o que é tamago-gohan? O tamago-gohan é uma mistura de ovo com arroz e seu modo de preparo é bem simples: basta bater um ovo cru com um pouco de molho de soja (shoyu) e jogar por cima do arroz japonês, de preferência quentinho, em uma tigela. Depois de misturar tudo, estará pronto o seu ...

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O ano de uma brasileira no outro lado do mundo

Capítulo 10: Memórias do meu intercâmbio em Fukuoka

Em casa, no Brasil, nós sempre usamos o português e na adolescência, freqüentei aulas de japonês porque meus pais queriam, mas sinceramente eu não dava tanta importância. Depois de interromper as aulas, também não usei mais a língua japonesa e esqueci muito do que aprendi. É claro que hoje, sou grata pelo esforço dos meus pais e por terem tido essa preocupação comigo. Tem coisas que só percebemos com o tempo e maturidade.

Sou nikkei de terceira geração e meus avós maternos nasceram e viveram parte de ...

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O ano de uma brasileira no outro lado do mundo

Capítulo 9: Um passeio na neve de Hokkaido

Sapporo, capital da província de Hokkaido, é a quinta maior cidade do Japão. Sapporo já foi palco dos Jogos Olímpicos de Inverno em fevereiro de 1972 e ainda organiza eventos internacionais de esportes de inverno. Seus verões são frescos, o que acaba atraindo muitos turistas de outras partes do Japão para curtir suas temperaturas agradáveis, mas seus invernos são muito gelados e rigorosos. No inverno, a região atrai turistas do mundo todo para o seu maior evento anual, o Yuki Matsuri (Festival de Neve), que acontece durante uma semana do início ...

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O ano de uma brasileira no outro lado do mundo

Capítulo 8: Lembranças de uma ex-dekassegui

Acabei relembrando os tempos como dekassegui, ao visitar uma cidade na qual ainda residem muitos deles, apesar da crise que também afetou este país. Foram apenas dois dias, mas que trouxeram lembranças de um período inteiro.

O dia começava bem cedo. Começava mais cedo ainda para minha querida mãe, que preparava com carinho nosso obentô.1 Que saudades de sua comida! Acordávamos cedo para esperar o ônibus da empreiteira. Levava cerca de quarenta minutos para chegar à fábrica e nesse percurso, o motorista passava pontualmente em vários pontos para buscar outros ...

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