Henrique Minatogawa

Henrique Minatogawa é jornalista e fotógrafo, brasileiro, nipo-descendente de terceira geração. Sua família veio das províncias de Okinawa, Nagasaki e Nara. Em 2007, foi bolsista Kenpi Kenshu pela província de Nara. No Brasil, trabalha há quatro anos na cobertura de diversos eventos relacionados à cultura oriental. (Foto: Henrique Minatogawa / Nikko Fotografia)

Atualizado em julho de 2014

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Os caminhos para os Jogos Olímpicos

Nunca desista: Jessica Yamada

No fim de julho de 2020, a atenção do mundo deverá estar concentrada nos Jogos Olímpicos de Tokyo. Turistas do mundo inteiro estão há meses planejando a viagem, reservando passagens e hotéis. Um grupo de pessoas está há mais tempo se preparando: por meses, muitos anos; talvez a vida inteira. São os atletas.

O Comitê Olímpico Brasileiro (COB) estima que a delegação nacional contará com aproximadamente 250 atletas em Tokyo.

“Os Jogos Olímpicos são um evento que acontece apenas de quatro em quatro anos, com poucas vagas ...

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Conheça o trabalho de duas tatuadoras nikkeis de São Paulo

A partir de aproximadamente 10 anos atrás, a tatuagem vem ganhando outro status no Brasil. Antes, a ideia era de que apenas marginais tinham tatuagem. Atualmente, pessoas de diversas profissões e origens levam no corpo o que cada vez mais se aceita como “obra de arte”.

“Não vou negar que algumas pessoas ainda olham de jeito estranho. A sociedade está evoluindo e entendendo que é uma questão artística. Conversando com clientes, fico sabendo que algumas profissões ainda não encaram a tatuagem de forma positiva. Por exemplo, médicos e enfermeiros, muitas vezes por causa ...

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Pequenas mudanças nas celebrações familiares

Nós sabemos que muitos japoneses vieram para o Brasil há mais de 100 anos. Trouxeram toda sua cultura, que seus descendentes preservam e, ao mesmo tempo, evoluem com o tempo. Um dos costumes integrantes dessa cultura são as celebrações. Conversei com dois profissionais que atuam no segmento de produção e fotografia de festas e outros eventos.

“Sempre tive, desde a infância, uma queda muito grande por som e música. Incentivado pela minha mãe, participava de eventos culturais do kaikan [associação local] de Piedade, minha cidade natal. Quando comecei o colégio t ...

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O desafio do shogi no Brasil

Peão, torre, cavalo, bispo, rei: no Brasil, esses nomes logo remetem ao jogo de xadrez. Não que o xadrez seja extremamente popular no país, apenas que muitas pessoas têm alguma noção. A expressão “xeque-mate” é usada em diversas situações do cotidiano. Eu mesmo aprendi a jogar xadrez na escola; na faculdade, havia um clube de xadrez, mas eu não fazia parte.

Na minha família, ninguém jogava shogi. Não que eu saiba, pelo menos. Não lembro de ter visto tabuleiro e peças na casa de nenhum parente. De vez ...

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Nikkeis gays falam sobre preconceito e aceitação - Parte 2

Ler Parte 1 >>

Referências

As etnias orientais têm pouca visibilidade em meios de comunicação no Brasil. Ainda que a proporção quantitativa seja pequena, em termos culturais e econômicos, a participação dos grupos orientais é expressiva. Mesmo assim, a visibilidade enquanto parte da sociedade brasileira é ínfima. Em relação aos homossexuais, há a busca por essa referência relacionada ao gênero, além da étnica.

“Lembro que em uma novela tinha um casal gay e que era tudo muito velado. Acho que era Sandrinho, mas não lembro muito como ele era [Nota: trata-se do ...

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