Um homem de sorte (Espanhol)

Transcrições disponíveis nas seguintes línguas:

(Espanhol) Quando nós éramos alunos do segundo gráu, fomos até Nagóia, na Aichi Ken [província de Aichi]. A uns 60 kms de Nagóia, havia antigamente um pântano onde não se podia fazer nada; foi lá onde construíram uma fábrica de aviões. Trabalhamos lá, mas o terreno era muito arenoso, e teve um terremoto e dentre todos os meus companheiros só nos salvamos quatro. Todos os outros morreram. Por isso tive muita tristeza junto com a minha sorte. Depois de tudo isso, consegui sobreviver de várias maneiras. Eu acho que tenho muita sorte—porque quando me disseram: “Você tem que ir para a Argentina”... Pois em 1948, parti de Yokohama e na semana seguinte cheguei em São Francisco. Teve então um terremoto [no Japão] e morreram um montão de pessoas, muitos parentes meus também. O terremoto ocorreu na província de Fukui, onde eu morava. Foi assim que eu sempre consegui me salvar. Eu estou sempre pensando. Fico nervoso e muitas vezes não digo nada a ninguém. Mas acabo analisando a situação e digo a mim mesmo: “cala a boca porque você poderia ser um homem morto, mas continua vivo”. Muitas vezes, isso me faz sentir bem.

Data: 18 de setembro de 2006
Localização Geográfica: Buenos Aires, Argentina
Interviewer: Takeshi Nishimura, Ricardo Hokama
Contributed by: Centro Nikkei Argentino

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