Nipo-Americano, não japonês (Inglês)

Transcrições disponíveis nas seguintes línguas:

(Inglês) É. Eu estava lendo a denúncia e em uma seção, ela tinha usado a palavra nipo-americanos para se referir a todos os nipo-americanos. Eu disse, "Espere um minuto. Os Isseis não são nipo-americanos." E ela apenas disse, "Por que não? Eles tem vivido aqui - depois que se mudaram para cá, eles não voltaram para o Japão, então fizeram dos EUA seu país. Então, eles são nipo-americanos." E logo pensei sobre isso e eu disse, pelo amor de Deus, você está certa. Mas eu estava tão acostumado com essa [como uma] separação dos Isseis.

Veja agora em contraste, (risos) uma das coisas que chatearam foi [quando] tanto John McCloy1 e o Coronel Karl Bendetsen2 testemunharam com a comissão. Eles sempre se referiram a nós como "japonês" – japonês isso, japonês aquilo. E eu disse, espere um minuto. Eu estava sentado lá onde os repórteres fazem suas coisas. E eu disse, espere um minuto, não somos japoneses. Somos nipo-americanos. Eu não sou japonês. (risos) Não me chame de japonês. Então, em nossa segunda experiência de apelação em circuito federal, o advogado do governo levantou-se e continuou referindo-se a nós como japoneses. Eu estava quase a ponto de ir até ele após a audiência e dizer, hey, Sr. Bybee - ou seja lá qual era o nome dele - eu não sou japonês. Por favor, não me chame de japonês. (risos)

Eu sou tão americano quanto você. Não me chame de japonês. (risos) É um insulto. Eu não sei por que eles fazem isso. É provavelmente a maneira como eles nos vêem, mas tenho grande ofensa com isso porque é tão impreciso. É inepto. E [eu quero dizer], por que você, que é tão inteligente e tão bem educado, porque você tem que ser tão inepto em algo assim? Não é óbvio? É interessante.

Tenho conversado com algumas pessoas do Japão e conversamos por um tempo, nós conversamos por um tempo. Depois de um tempo elas dizem - elas dizem em japonês, é claro - elas dizem, "Ah, vocês realmente não são japoneses, são?" Eu digo, "Sim, está certo. Eu não sou japonês." (Risos)

Notas:
1. John McCloy (1895-1989) foi, como secretário-assistente da guerra, um dos principais funcionários do governo responsáveis pela formulação e execução da política do governo do encarceramento dos nipo-americanos durante a Segunda Guerra Mundial. Ele desempenhou um papel importante na alteração de bases racistas do Relatório Final do Tenente-General John L. Dewitt na remoção de nipo-americanos. McCloy enviou o relatório de volta para revisão para indicar a necessidade militar em justificar a posição do governo sobre a remoção em massa e encarceramento. Todos os rascunhos anteriores do Relatório Final de DeWitt foram ordenados a serem destruídos e não mencionados. A descoberta de uma cópia restante no arquivo pessoal de Karl Bendetsen indicou a sua existência. As ações de McCloy significaram muito para defender as decisões da Suprema Corte em Korematsu versus EUA, Yasui versus EUA e Hirabayashi versus EUA.

2. Karl Bendetsen (1907-1989) foi um dos principais arquitetos-chefes na elaboração do plano para a remoção em massa de nipo-americanos de West Coast durante a Segunda Guerra Mundial. Empregado como assessor-chefe do Tenente-General John L. DeWitt, Bendetsen serviu como elo entre o Departamento de Guerra e o Comando de Defesa Ocidental (WDC). Bendetsen foi um crítico extremamente verbal do Movimento de Reparação.

Data: 12 de junho de 1998
Localização Geográfica: Califórnia, Estados Unidos
Interviewer: Darcie Iki, Mitchell Maki
Contributed by: Watase Media Arts Center, Japanese American National Museum

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