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Um passeio por espaços de cultura japonesa

Pavilhão Japonês foi construído como símbolo da amizade entre Brasil e Japão
(foto: Tatiana Maebuchi)

Os espaços expositivos são importantes para manter a cultura japonesa viva - além da história dos imigrantes, responsáveis por trazer seus costumes ao Brasil - e também para divulgá-la. Na cidade de São Paulo, merecem destaque o Pavilhão Japonês e o Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, administrados pela Sociedade Brasileira de Cultura Japonesa e de Assistência Social - Bunkyo.


Pavilhão Japonês, o símbolo da amizade Brasil-Japão

Localizado dentro do Parque Ibirapuera, o Pavilhão Japonês foi construído pelo governo japonês e pela comunidade nipo-brasileira como símbolo da amizade entre Brasil e Japão e doado à Prefeitura de São Paulo, em 1954, como parte da comemoração do IV Centenário da fundação da cidade.

O projeto teve como base o Palácio Katsura, antiga residência de verão do Imperador, construído no início do século XVII. Além de técnicas tradicionais japonesas de arquitetura, foram usados materiais trazidos do Japão, como as madeiras e a lama de Kyoto para dar textura às paredes.

O Pavilhão Japonês tem quatro ambientes. O maior é o jardim, inspirado nos tradicionais conceitos japoneses, que reúne cerca de 20 variedades de plantas e flores típicas, como o chá verde, a ameixa do Japão (ume) e o Ginkgo biloba (ichyo). Existem ainda três espécies de cerejeiras (sakuras), Okinawa, Himalaia e Taiwan, que florescem em julho e deixam o jardim ainda mais bonito.

Jardim do Pavilhão Japonês tem cerca de 20 espécies de plantas típicas
(foto: Tatiana Maebuchi)  

O espaço mais bonito e divertido talvez seja o Lago de Carpas, que recebeu as primeiras carpas coloridas (nishikigoi) no começo dos anos 1970, por conta da iniciativa da Associação Brasileira de Nishikigoi e ao intercâmbio com criadores de diversas províncias japonesas. Os visitantes podem aproveitar o passeio e comprar ração para alimentar as cerca de 320 carpas que vivem no lago.

A Sala de Chá ou Chashitsu é o local dedicado à prática da cerimônia do chá. A cerimônia do chá é um tradicional ritual realizado com o matcha, chá verde pulverizado originário da China.

O Salão de Exposição apresenta o acervo permanente de arte japonesa constituído de peças originais, entre cerâmicas, esculturas de madeira e réplicas de tesouros nacionais, doadas e consignadas pelo governo do Japão, além de entidades, empresas e personalidades.

Este é um valioso acervo, porque existem peças muito parecidas com as que vi em museus do Japão. É importante preservá-las no Brasil, principalmente porque é onde está a maior comunidade de descendentes de japoneses.

Quando estive no Pavilhão Japonês, senti como se estivesse no Japão, não só pela arquitetura, mas também por ser um lugar que transmite paz e tranquilidade.

Cerejeira da espécie Taiwan florida torna o jardim ainda mais bonito e agradável (foto: Tatiana Maebuchi)  


Museu da Imigração Japonesa preserva a história

O Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (MHIJB) foi inaugurado em 18 junho de 1978, como a grande realização do aniversário de 70 anos da imigração japonesa no Brasil. Responsável pela iniciativa, o Bunkyo teve como objetivo registrar e preservar tudo o que pudesse mostrar a vida dos imigrantes japoneses no Brasil. São três andares localizados no Edifício Bunkyo, no bairro da Liberdade: o 7º, 8º e 9º andares.

Museu da Imigração Japonesa tem acervo rico e mostra período importante na história do Brasil (foto: Marcus Iizuka)

Construídos em 1978, os dois primeiros andares reúnem documentos e objetos que mostram a história desde a assinatura do Tratado de Amizade, Comércio e Navegação entre Brasil e Japão, em 1895; a chegada dos primeiros imigrantes em 1908; os núcleos coloniais que surgiram a partir de 1913 até a policultura.

Alguns itens do 7º andar, que para mim é o mais interessante, me chamaram a atenção. Lá o visitante tem a oportunidade de ver a reconstituição de uma cabana de imigrante, a primeira e precária habitação que servia mais como abrigo a famílias que trabalhavam nas fazendas. Estão neste andar ainda réplicas dos navios Kasato Maru, o primeiro a chegar ao país com 781 imigrantes, e Brasil Maru, que fez três viagens para cá.

Reconstituição de cabana de imigrante é um dos destaques do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil (foto: Bunkyo)

O 8º andar mostra também a história das publicações jornalísticas e é onde há um totem disponível para consultar os registros das famílias que vieram, com a província de origem, ano e navio. Em abril deste ano, por conta de um projeto de modernização do Museu, o andar ganhou um novo espaço, que aborda a história dos imigrantes no período entre 1930 e 1940.

Já o 9º andar foi inaugurado em novembro de 2000 e é dedicado aos 50 anos depois da Segunda Guerra Mundial. Identifiquei algumas coisas, como o nome de empresas japonesas que vieram para o Brasil, mudanças que ocorreram dentro da comunidade nikkei e a contribuição dos descendentes para a sociedade brasileira.

Além disso, no 3º andar estão localizados a biblioteca e o acervo do Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, que contam com mais de 5 mil objetos, 28 mil documentos escritos (entre diários, livros, jornais e revistas) e cerca de 10 mil fotografias relacionadas aos imigrantes japoneses.

Uma visita ao Museu é um passeio pela história e uma aula viva a partir dos mais variados objetos - documentos, fotos, réplicas e peças originais recebidas por meio de doações. Seu acervo é tão rico quanto o do Pavilhão Japonês, que é menor, mas juntos se complementam na experiência de aprendizado da história e cultura japonesa.

 

© 2015 Tatiana Maebuchi

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