Comissão de Administração do MHIJB apresenta novo diretor
O Museu Histórico da Imigração Japonesa no Brasil, sediado no Bunkyo, apresentou, no último dia 07 de maio, seu novo diretor. O Professor livre-docente em História da Ciência e Tecnologia da Universidade de São Paulo, Shozo Motoyama, vai dirigir pela segunda vez a instituição. Da esquerda para a direita: Takeshi Kurihara, Shozo Motoyama, Lídia Yamashita, Kokei Uehara e Takanori Sekine. Motoyama vem preencher o espaço deixado por Célia Abe Oi, dispensada pela Comissão de Administração em novembro do ano passado após ocupar o cargo durante quase dez anos (1998 – 2007). O anúncio oficial de sua saída foi realizado durante o III Encontro dos Museus de Imigração Japonesa no Brasil, no escritório da JICA (Japan International Cooperation Agency) em São Paulo, na presença dos integrantes da atual Comissão de Administração. O convite ao antigo diretor fora feito pela primeira vez em outubro de 2007, ocasião em que o professor recusou devido ao excesso de atividades acadêmicas. Outras pessoas foram convidadas sem sucesso. Há duas semanas, Shozo, que também é presidente do Centro de Estudos Nipo Brasileiros, aceitou o convite. Durante a reunião a Vice-Presidente da Comissão de Administração, Lídia Yamashita, explicou que o Museu contou até agora, com o auxílio da pesquisadora Célia Sakurai, conhecida estudiosa da imigração japonesa e ex-diretora acadêmica do MHIJB, para a qual eram encaminhadas as consultas de cunho teórico. O novo diretor fala aos jornalistas da comunidade nipo-brasileira. Afastado do dia a dia do museu desde 1997, Motoyama ressaltou que primeiramente deve se interar das principais questões atuais da instituição, para isso conta com o auxílio da Comissão de Administração, ativa desde outubro de 2007. O grupo já foi alvo de críticas, que apontaram a demora na implantação das diversas mudanças prometidas no início da gestão. No ano do Centenário da Imigração Japonesa no Brasil, o MHIJB está há mais de quatro meses sem um diretor e está envolvido em diversos projetos. O novo dirigente terá pela frente desafios como a Exposição Itinerante de Fotos da Imigração Japonesa, organizada em conjunto com a JICA e outros Museus de Imigração Japonesa de todo o Brasil, as exposições especiais em São Paulo, o fluxo de visitantes do programa Viva Japão e ainda as comemorações do aniversário de 30 anos de fundação do museu.
Ao final da coletiva o presidente apresentou o novo guia do Museu com versões em japonês e português. Takeshi Kurihara ressaltou a diferença entre as publicações e apontou a importância do volume em português, que abarca não só a exposição, mas sim a história da imigração japonesa no Brasil, permitindo aos descendentes que não dominam o japonês e aos não nikkeis o contato com a memória dos imigrantes japoneses. Já o guia em língua japonesa consiste num complemento daquilo que fora editado em 1979, com a adição de novas fotos e as informações referentes ao 9º andar - o novo espaço expositivo construído em 1997 - e é destinado principalmente ao público japonês, como um guia de visita à exposição. O guia em japonês foi editado pela Comissão de Administração, enquanto a versão em língua portuguesa foi coordenada pela ex-diretora Célia Oi. O lançamento está marcado para o próximo dia 16.
inicie sesión o regístrese para publicar comentarios
|



