Hudson Okada

Udê, o Hudson Okada, nació en la ciudad de Matão-SP, el día 2 de agosto de 1979. Vive en São Paulo, Liberdade, desde 2005. Forma parte del equipo de colaboradores del Jornal Nippak. Como escritor, ganó algunos concursos literarios – incluso un honroso segundo lugar en el Premio Sesc-DF de Literatura, categoría cuentos.

Última actualización en julio de 2016

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Em dois países

Morar na Liberdade, bairro de São Paulo, é como morar em dois países ao mesmo tempo. E não seria por menos.

Pesquisando no site da prefeitura de São Paulo, passei a saber que a população desse bairro é de, mais ou menos, 70 mil habitantes. Tentei também levantar outros números – como, por exemplo, a quantidade de pessoas de cada etnia que nele reside –, mas, infelizmente, não os encontrei.

Mesmo assim, pelo que observo – e chutando torto feito japonês –, eu diria que na Liberdade convive uma média de 40% de pessoas de origem ...

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Calor

Toda montadora de carros japonesa instalada aqui no Brasil precisa submeter o projeto de seus produtos – no caso, carros – a um extenso processo de reajuste para adaptá-los ao clima tropical.

Processo esse, aliás, não só necessário como também invejável.

Devo confessar que sempre achei que eu deveria ter passado por tal processo da engenharia genética; pois, por também ser de matriz japonesa, herdei de meus pais muitas peças adaptadas para o frio e muito poucas para o calor.

A principal dessas peças, devo confessar, são minhas glândulas sudor ...

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Bairro da Liberdade

Sempre interpretei esta famosa frase do escritor russo, Liev Tolstoi, “Se queres ser universal, começa por pintar a tua aldeia”, da seguinte forma:

Se você quer conhecer bem todas as aldeias do mundo, caro leitor, primeiro conheça bem a sua; neste caso, pintando-a em um quadro.

Ou seja: se você conhecer a fundo a aldeia onde mora, você terá parâmetros confiáveis para, quem sabe, conhecer a fundo outras aldeias do mundo – e, quiçá, do universo.

Esse talvez seja um dos motivos que me levaram a estar sempre pintando – como sugeriu o escritor russo – o bairro onde ...

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Astro

Na primeira vez que visitei a cidade do Rio de Janeiro, percebi que havia algo um pouco diferente por lá. Na segunda, quando fiquei por mais tempo, confirmei o que havia percebido e o que havia escutado de alguns parentes: o carioca adora japonês.

Não o carioca adulto e sim o carioca criança.

Sou prova de que os carioquinhas não podem ver um japonês – ou descendente de japonês, como é o meu caso – que eles ficam logo alvoroçados.

Quando eu cheguei na cidade – em minha segunda vez –, ainda no táxi, vi alguns garotinhos ...

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Crónicas Nikkei #5 — Nikkei-go: El idioma de la familia, la comunidad y la cultura

Hai!

Semana sim, semana não, passo em uma mercearia japonesa que fica no quarteirão de minha casa, na Liberdade, para comprar alguns produtos básicos: sushi, shoyu, tofu, arroz... essas coisas. E foi nesse lugar que eu conheci uma garotinha que já é uma verdadeira atleta.

A chamo assim, porque, apesar de ainda muito nova – uns três ou quatro anos –, essa garota já é um ser fenomenal, incansável, fora de série, olímpico até.

Me lembro que, nesse dia, só durante o tempo em que eu estive por lá – sem brincadeira –, ela correu pelos corredores da loja durante ...

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