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Koutakuseis: uma comemoração histórica aos 80 anos - Parte 1 de 2

A lei promulgada no dia 20 de outubro de 2011, pela Assembleia do Estado do Amazonas, foi histórica: o cultivo da juta passou a ser reconhecido com um ciclo de desenvolvimento econômico do Estado do Amazonas – e mais, consignou o “pedido formal de desculpas” pelos “excessos” cometidos durante a Segunda Guerra.

O Koutakusei Zennonshin Shoji no momento em que recebe o título de Cidadão do Amazonas (Manaus)

Certamente, este foi um ato carregado de simbolismo dos mais significativos na história da imigração japonesa no Brasil. Junto com as comemorações e homenagens, ele deu uma dimensão histórica jamais imaginada aos 80 anos do início do movimento de colonização dos koutakuseis na Amazônia.

Koutakusei é um termo que se refere aos alunos da Kokushikan Koutou Takushoku Gakkou (Escola Superior de Colonização de Kokushikan), na abreviação, Koutaku. Eram jovens treinados para liderar a colonização japonesa na região da Amazônia, a partir do Instituto Vila Amazônia, fundado em 21 de outubro de 1930 numa localidade situada às margens do Rio Amazonas, atualmente conhecida como Parintins, famosa nacional e internamente pelo Festival Folclórico do Boi-Bumbá.

Liderado pelo então deputado parlamentar Tsukasa Uetsuka, esse projeto de colonização, como tantos outros idealizados na época, sofreu toda sorte de dificuldades decorrentes das condições da natureza local. Da 1ª turma, formada por 43 pessoas (sendo 35 graduadas), que chegou a Parintins em 20 de junho de 1931; até a 7ª e última turma, em 1937, foram 243 graduados.

Depois de inúmeras adversidades, 24 de abril de 1937 pode ser considerado o dia da redenção – finalmente, a Companhia Industrial Amazonense (fundada em 4 de fevereiro de 1936), da Vila Amazônia, enviou o primeiro fardamento de juta para a Cia. Martin Jorge, que, classificado como de alta qualidade, alcançou preço mais alto do que outras jutas comuns, viabilizando economicamente a variedade “Oyama”. Isso significava que o Brasil estava deixando de importar a fibra da juta, principalmente da Índia, para fabricar os sacos usados na exportação de café.

Essa história que parecia ter final feliz sofreu um golpe mortal com o início da Segunda Guerra, quando, em 29 de janeiro de 1942, o Brasil rompeu as relações com o Japão. Assim, no dia 25 de setembro de 1942, soldados do Exército brasileiro chegaram à Vila Amazônia para confiscar os bens da Companhia e prender todos os membros do projeto. No dia 6 de abril de 1946, terminada a Guerra, os imóveis foram leiloados e adquiridos por uma das empresas do grupo de J.G. Araujo & Cia. Ltda.

“Apesar de todas as dificuldades, o sentimento de união e ajuda mútua sempre foi uma das características dos Koutakuseis”, ressalta o livro “A Saga dos Koutakuseis no Amazonas”, lançado pela Associação Koutaku do Amazonas, em comemoração ao 80º aniversário dos Koutakuseis na Amazônia. “Pouco a pouco, com muito trabalho e sacrifício eles foram progredindo. A juta já estava bem disseminada no Estado. Os caboclos da região já a plantavam em larga escala, em Parintins havia várias prensas de juta e em Manaus foram instaladas duas tecelagens de juta. Com o progresso, os Koutakuseis melhoraram suas residências e puderam comprar barcos e fazer o transporte da juta”.

Veja a Lei Promulgada nº 99/2011, de 20 de outubro de 2011 (Republicada no DOE-ALE, n. 059 de 01.11.2011.)

Participantes do jantar (Manaus)

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* Esse artigo foi originalmente publicado no Bunkyo website em 29 de Novembro de 2011

© 2011 Célia Abe Oi

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