Rosa Tomeno Takada

She was born in Bastos, one of the cradles of Japanese immigration. She is the mother of two girls and two boys, and a dedicated grandmother of three. She likes eating better than cooking, though her youngest son’s hobbies are both cooking and eating well. In her garden she has a sakura and each year she waits anxiously for the first buds to blossom. She has been an Evangelical Christian since the age of 18 and her biggest joy is to sing, praising God.

Updated September 2012 

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Nikkei Chronicles #1: ITADAKIMASU! A Taste of Nikkei Culture

Ofukuro no aji: Mrs. Shizuka’s cassava misoshiru

My mother came to Brazil when she was three years old and since childhood learned to eat all that nature could offer, already being able to tell what was edible. Even geckos, nine-banded armadillos; in short, just about anything that appeared in front of her. She was married at the age of 14 and a short time later went to live in a small farm in the town of Bastos.

I remember how she prepared everything with simple seasoning like salt, garlic, lime, pork fat, leek, and ginger. Everything she cooked turned out to be delicious. My father had a ...

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Nikkei Chronicles #5: Nikkei-go: The Language of Family, Community, and Culture

O Nikkei-go de Bastos

Koná goroshono tyomém shensheiga kawashita – será que algum nikkei entenderia esta frase?

Trata-se de uma mistura de dialeto com palavra em português, mas com pronúncia japonesa, cuja tradução seria: O professor mandou comprar um caderno assim grosso.

Normalmente eu me apresento como uma bastense nata, nascida e criada em Bastos, a cidade mais japonesa do Brasil. Portanto, vou compartilhar aqui um pouco do Nikkei-go que aprendi desde que nasci.

Lembro-me de uma série de frases que eu usava no dia a dia e, mesmo agora que se passaram tantos anos, se eu não me ...

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Oshogatsu: lembranças de minha infância

Meu pai veio como imigrante aos 16 anos de idade junto com a família que o adotou, pois sendo menor de idade necessitava vir como membro de alguma outra família. Naquela época, os imigrantes eram tratados como escravos. Ouvi dizer que muitos fugiram ou morreram. Não sei dizer como meu pai se libertou dessa escravidão.

Ele trabalhava incansavelmente e mandava dinheiro para a mãe e os irmãos que tinham ficado no Japão. Era uma quantia suada ao extremo (naquela época, o dinheiro brasileiro era muito valorizado no Japão).

Uma coisa que meu ...

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Nikkei Chronicles #3: Nikkei Names: Taro, John, Juan, João?

A importância do nome e do sobrenome

Na minha cidade natal, Bastos, que é a mais japonesa das cidades do Brasil, as mulheres até a minha faixa etária eram educadas a deixar o sobrenome de família e adotar o sobrenome do marido ao se casarem. Eu também aceitei isto com naturalidade. Lembro que os pais choravam quando a filha se casava e festejavam quando o filho se casava.

Antigamente, no caso de filha única, os pais faziam questão que registrassem seus primeiros netos com o sobrenome de família e não com o sobrenome do pai da criança, ou convidavam o genro ...

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Nikkei Chronicles #3: Nikkei Names: Taro, John, Juan, João?

Os nomes e suas implicações

O sobrenome DOI em português significa itai, itamu, isto é, “dói”, “doer”.

Tive um amigo que se chamava KUMEO. Aliás, existem muitos nomes e sobrenomes japoneses que começam com KU, por exemplo, KUBOTA, KUJIKEN, que são motivo de chacota, pois é sabido que existe uma palavra de baixo calão que é justamente a sílaba KU.

Os brasileiros até fizeram uma lista enorme de nomes e sobrenomes que viraram piada, se abrasileirar a pronúncia.

Como eu vivi na cidade mais japonesa do Brasil, Bastos, tinha pensamentos japoneses e não me causava espanto nem tinha rea ...

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